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Durval Discos é o primeiro longa
metragem de Anna Muylaert e foi o grande vencedor do Festival de gramado
de 2002, ganhando 7 Kikitos.
A diretora (que também assina o
roteiro) cativou público e crítica ao contar a história do quarentão
Durval (Ary França) que ainda mora com a velha mãe e que administra uma
lojinha de LPs, se recusando terminantemente a vender Cds. A primeira
parte da fita é cativante, Mostrando a relação mãe/filho e a de Durval
com os seus clientes, A cena em que ele explica as "vantagens"
do vinil é muito divertida.
Como a casa é muito grande e a sua mãe
(Etty Fraser) já não lembra da sua receita preferida, Durval decide
contratar uma moça para ajudar na limpeza. Aparece Célia (Letícia
Sabatella) que em princípio parece ser uma ótima empregada mas logo some
deixando uma suposta filha de 5 anos para ser cuidada por eles. Kiki
(Isabela Guasco) é muito sapeca e travessa mas acaba cativando
principalmente a mãe que fica encantada com a garotinha fazendo todas as
suas vontades, despertando até certo ciúme no filho.
Nos últimos 20 minutos muda o ritmo do
filme, adquirindo tons de suspense e ficando cada vez mais forçado.
Tem-se a impressão que Anna não sabia como acabar ao certo o seu filme a
acabou finalizando-o de maneira um pouco torpe. Faltando tato.
Destaque especial para a trilha sonora
primorosa com pérolas da MPB. Anna também roteirizou o filme de Alain
Fresnot (Desmundo) que estreou no fim de maio daquele ano.
O filme tem cara de coisa amadora o que
espantou a plateia menos antenada e maravilhou os adeptos e amantes das
coisas tupiniquins, não fosse o sucesso em Gramado não teria tanto
sucesso de bilheteria. Mas não foi por e para isso que Anna Muylaert
meteu os peitos e Letícia – sempre bela – Sabatella entrou de cara com o
bom Ary França envolvido com as diabruras da sapeca Kiki.
Não deixe de assistir!
Nota 9,5
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