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Atualizado em 9 de abril de 2012
Durval Disco
Direção: Anna Muylaert
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Título original
Durval Disco
Título no Brasil
-
Áudio
Português
Tempo de duração
96 minutos
Ano de lançamento
2002
País de origem
Brasil
Gênero
Comédia
Elenco
Ary França, Etty Fraser, Marisa Orth, Isabela Guasco, Letícia Sabatella e Rita Lee.
Sinopse
Solteirão, com jeitão de hippie, Durval tem uma loja de discos e ainda mora com a mãe. Com a chegada do CD recusa-se a vendê-los, mantendo-se fiel ao vinil. O inesperado aparecimento de uma menina mudará para sempre as vidas de Durval e de sua mãe dominadora, mostrando que tudo na vida tem um lado A e um lado B, como nos velhos e eternos LPs. O grande vencedor no Festival de Gramado 2002, ganhador de sete Kikitos, incluindo melhor filme, dos júris oficial, popular e da crítica, melhor direção, roteiro, fotografia e direção de arte.

Meu comentário

Durval Discos é o primeiro longa metragem de Anna Muylaert e foi o grande vencedor do Festival de gramado de 2002, ganhando 7 Kikitos.
A diretora (que também assina o roteiro) cativou público e crítica ao contar a história do quarentão Durval (Ary França) que ainda mora com a velha mãe e que administra uma lojinha de LPs, se recusando terminantemente a vender Cds. A primeira parte da fita é cativante, Mostrando a relação mãe/filho e a de Durval com os seus clientes, A cena em que ele explica as "vantagens" do vinil é muito divertida.
Como a casa é muito grande e a sua mãe (Etty Fraser) já não lembra da sua receita preferida, Durval decide contratar uma moça para ajudar na limpeza. Aparece Célia (Letícia Sabatella) que em princípio parece ser uma ótima empregada mas logo some deixando uma suposta filha de 5 anos para ser cuidada por eles. Kiki (Isabela Guasco) é muito sapeca e travessa mas acaba cativando principalmente a mãe que fica encantada com a garotinha fazendo todas as suas vontades, despertando até certo ciúme no filho.
Nos últimos 20 minutos muda o ritmo do filme, adquirindo tons de suspense e ficando cada vez mais forçado. Tem-se a impressão que Anna não sabia como acabar ao certo o seu filme a acabou finalizando-o de maneira um pouco torpe. Faltando tato.
Destaque especial para a trilha sonora primorosa com pérolas da MPB. Anna também roteirizou o filme de Alain Fresnot (Desmundo) que estreou no fim de maio daquele ano.
O filme tem cara de coisa amadora o que espantou a plateia menos antenada e maravilhou os adeptos e amantes das coisas tupiniquins, não fosse o sucesso em Gramado não teria tanto sucesso de bilheteria. Mas não foi por e para isso que Anna Muylaert meteu os peitos e Letícia – sempre bela – Sabatella entrou de cara com o bom Ary França envolvido com as diabruras da sapeca Kiki.
Não deixe de assistir!
 Nota 9,5

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