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Atualizado em 4 de abril de 2012
A Pele que habito
Direção: Pedro Almodóvar
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Título original
La piel que habito
Título no Brasil
A Pele que Habito
Áudio
Inglês, Português, Espanhol
Tempo de duração
117 minutos
Ano de lançamento
2011
País de origem
Espanha
Gênero
Drama
Elenco
Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Blanca Suárez, Jan Cornet, Bárbara Lennie.
Sinopse
Richard Ledgard (Antonio Bandeiras) é um cirurgião plástico que após a morte da sua mulher num acidente de carro se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvo. Doze anos depois, ele consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da ciência e atravessando campos proibidos como os da transgênese com seres humanos. No entanto, este não será o único delito que o cirurgião irá cometer.

Meu comentário

Assisti a esse filme em Belo Horizonte/MG, em outubro de 2011, em companhia de uma prima querida e do meu tio. Mas porque falar sobre a prima e o tio? Espera um pouco siô, não saia que vou me explicar. Simples: minha prima me levou e meu tio, um ex-padre com formação religiosa dos tempos das antigas, só não saiu antes do término do filme por minha culpa (desculpa tio, tá!) e já deve ter notado o drama do coitado, que filme do Almodóvar é de arrepiar. Pena que meu tio não assistiu pela arte em ver um Antônio Bandeiras primoroso na pele de um coitado que transforma um outro coitado – não tão coitado.
Ao assistir o espectador deve estar atento a uma série de pequenos detalhes que, aos poucos – em doses amenas – vão explicando e dando corpo ao treco e, somente depois daqueles pequenos detalhes que passam desapercebido da maioria, é que entende-se o que se passa na telona (se você tem o DVD, assista novamente e preste atenção ao vestido e àquela festa) pois não vá sair por aí dizendo que não entendeu a doideira do Ledgard (Bandeiras).
Está certo que meu tio teve lá suas razões em querer sair antes do fim – o coitado ficou o tempo todo tapando o rosto com as mãos depois daquele coito dolorido. Mas tinha que ter e não é apenas por ser um filme Almadôvar, sem ela não haveria o choque que nos obriga a prestar atenção às pequenas coisas, pequenos fatos, gestos e lembranças colocadas estrategicamente ao longo da primeira metade do filme que serão, na última quinta parte, chaves para desvendar os mistérios.
Não vi erros, não vi falhas e nada que pudesse me desagradar. É um filme coeso quer dentro da ótica forte desse monstro espanhol e nem na atuação madura e realística de um Bandeira cada vez melhor.
 Olhe aqui amigo(a), não deixe de assistir pelo que lhes contei sobre meu tio que somente destapou os olhos quando sentiu que a sala estava vazia – só de mau sai e não lhe falei que o filme tinha terminado.
Obrigado Silvinha(*), foi bom, muito bom mesmo!
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(*) Minha prima “quase” mineira que me deu esse presentão.

 Nota 8,5

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