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Que Meryl Streep seja uma ótima atriz isso não há duvidas,
mas mesmo com uma atuação irrepreensível sua Margareth Thatcher não merecia
o Oscar. Está certo, é um bom filme ninguém duvida e eu seria apedrejado
se afirmasse o contrário, só que tenho cá minhas mágoas pela Academia
tê-la preferido ao invés da ótima Viola Davis – Vidas Cruzadas – que
negra não finge ser o que não é, e aqui concordo com Michelle – minha
filha, mãe de meu neto – que abominou o Dama da Meryl pelo que contou e
viveu nos curtos 115 minutos.
Mas Mica – apelido carinhoso de minha loirinha – bem que
poderia esquecer um pouco esse negócio de “mundo imperialista tacanho” e
ver o filme por uma outra ótica ainda não colocado: os poderosos não são
eternos, são enquanto o poder lhes é permitido. E foi justamente isso o
que o filme retrata, uma ex-Primeira Ministra violada pelo tempo e pela
demência de suas recordações, e aqui entra talvez o motivo do prêmio de
Meryl: ter retratado não uma Thatcher do poder e no poder e sim uma
mulher decrépita jogada no esquecimento e esquecida da e na história.
Hoje, revendo o filme, consegui entender um pouco essa
história maluca da humanidade desumana que se apega a pequenos espasmos
dementes para abocanhar seus nacos que lhe assungam e lhe apeiam em pouco
espaço de tempo.
Assistir esse filme é ter oportunidade de entender o passado
recente e, como minha Mica, oportunizar o momento de escarnio àqueles que
merecem ser esquecidos. Não fosse a “burra” presidente Argentina que,
vendo o poder das multidões fugir repete o mesmo erro dos generais e
brada retomar um rochedo sem vida encravado no meio de nada. Mas sobre
isso Mica puxará minha orelha.
Assista, é um bom filme mesmo não tendo merecido o Oscar!
Nota 8
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