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Postado em 28 de abril de 2012
Ligadas pelo desejo
Direção: Andy Wachowski
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Título no Original
Bound
Áudio
Inglês, Português
Tempo de duração
108 minutos
Ano de lançamento
1996
País de origem
Estados Unidos
Gênero
Policial
Elenco
Jennifer Tilly - Gina Gershon - Joe Pantoliano - John P. Ryan - Christopher Meloni - Richard C. Sarafian - Mary Mara - Susie Bright - Margaret Smith - Barry Kivel - Peter Spellos - Ivan Kane - Kevin Michael Richardson - Gene Borkan
Sinopse
Neste primeiro filme dirigido por Larry e Andy Wachowski (os realizadores de Matrix), Jennifer Tilly faz a mulher do chefão da Máfia (Joe Pantoliano) cansada de ser espancada pelo rude sujeito. Ela se envolve com uma ex-presidiária (Gina Gershon) e ambas trocam juras de amor. Mas para conseguirem a liberdade. Precisam armar um plano para matar o bandido e fugir com todo seu dinheiro. Esse suspense com alta dose de violência e sensualidade levou alguns prêmios importantes de festivais alternativos, como melhor filme no Fantasporto de 1997, realizado anualmente na cidade de Porto, Portugal evento que já premiou Seven (95) e Amores Brutos (2000). E o beijo ardente entre as atrizes Jennifer Tilly (mundialmente conhecida como a 'noiva' do boneco assassino Chucky) e Gina Gershon foi indicado na categoria no MTV/Movie Awards... Por fim, é um filme que vale por si só e não apenas como primeiro dirigido pelo criadores de Matrix.

Meu comentário

O thriller erótico “Ligadas pelo Desejo” (Bound, EUA, 1996) tem, por vias tortas, lugar garantido na mitologia do cinema contemporâneo. O filme, que marcou a estréia na direção dos irmãos Andy e Larry Wachowski, foi concebido e produzido pela dupla com a exclusiva intenção de provar à Warner que eles tinham condições de comandar uma grande produção. Escrito e dirigido às pressas, com o ridículo orçamento de US$ 4,5 milhões, “Ligadas pelo Desejo” inaugurou um novo subgênero do filme policial: o lesbian noir.
Antes de falar sobre o longa-metragem, no entanto, vale a pena detalhar a sua concepção. “Ligadas pelo Desejo” nasceu porque, meses antes da estréia, os irmãos Wachowski haviam levado à Warner um ambicioso projeto de ficção científica. A história deixou o estúdio tremendamente interessado, mas o executivos não queriam gastar milhões deixando que aqueles dois iniciantes a dirigissem. Então, os Wachowski bateram os pés e foram à luta, escrevendo e dirigindo “Ligadas pelo Desejo” para provar que tinham talento. Foi dessa forma que obtiveram a luz verde para criar a trilogia “Matrix”.
“Ligadas pelo Desejo” tem uma trama muito simples. Violet (Jennifer Tilly) é a sensual esposa de um mafioso (Joe Pantoliano) que se apaixona perdidamente pela ex-presidiária Corky (Gina Gershon), uma vizinha recém-chegada. As duas garotas são amorais, e traçam um arriscado plano para roubar uma bolada de US$ 2 milhões que está na casa do tal mafioso, antes que a fortuna seja resgatada pelo chefão da gangue. Cheia de reviravoltas e calcada em um visual pornô soft repleto de couro negro, tatuagens, caras e bocas – as duas garotas são atrizes limitadas e histriônicas, apesar de Gershon ser muito bonita – a trama chama a atenção sobretudo pelo cuidado visual com que foi conduzida.
Embora não haja rigorosamente nada de novo no filme, ele agradou em cheio a uma platéia eminentemente jovem e masculina, sobretudo pela carga erótica que a história carrega. A seqüência mais comentada é a realista cena de sexo entre as duas mulheres, em que a câmera lenta faz um giro de 360 graus em torno da dupla na cama. Trata-se do tipo de imagem que aparece no imaginário masculino com freqüência espantosamente alta – não se espante se ao terminar de vê-la você estiver com a maior vontade de fazer parte da cena. Uma lésbica chegou a ser contratada como consultora, para garantir o realismo da esfregação entre as fêmeas.
O resultado deste tesão filmado é um thriller interessante, mas não espetacular. Os personagens são meros rascunhos, bonecos nas mãos dos diretores, sem qualquer densidade humana, e mais ou menos na metade da narrativa já é possível ter uma boa idéia de como tudo vai acabar. Isso não quer dizer, obviamente, que “Ligadas pelo Desejo” não seja diversão descompromissada de bom nível. O filme fez uma boa carreira em festivais alternativos de cinema, vencendo o cobiçado Fantasporto (evento dedicado ao cinema jovem alternativo que ocorre anualmente em Portugal).
O DVD nacional é um lançamento da NBO Editora. O disco é simples e sem extras. O filme está no formato letterboxed (1.85:1, não-anamórfico) com áudio Dolby Digital 5.1 (inglês) e DD 2.0 (português).

Nota 7,0

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