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Postado em 29 de abril de 2012
Pacto de Justiça
Direção: Kevin Costner
(Clique na figura bara baixar a capa do DVD)
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Título no Original
Open Range
Áudio
Inglês, Português
Tempo de duração
139 minutos
Ano de lançamento
2003
País de origem
Estados Unidos
Gênero
Western
Elenco
Robert Duvall, Kevin Costner, Annette Bening, Michael Gambon, Michael Jeter, Diego Luna, James Russo, Abraham Benrubi, Dean McDermott, Kim Coates, Herb Kohler, Peter MacNeill, Cliff Saunders, Patricia Stutz, Julian Richings, Ian Tracey, Rod Wilson, Diego Diablo Del Mar, Patricia Benedict, Tim Koetting, Tom Carey, Kurtis Sanheim, Billy Morton, Alex Zahara, Chad Camilleri, Greg Schlosser, Guy Bews. Lorette Clow, Alexis Cerkiewicz.
Sinopse
Denton Baxter (Michael Gambon) é um poderoso vaqueiro do Oeste americano, que ameaça todos aqueles que podem tirar seu poder na cidade em que vive. Cansados desta situação, Charley Waite (Kevin Costner), Boss Spearman (Robert Duvall), Button (Diego Luna) e Mose Harrison (Abraham Benrubi) decidem enfrentá-lo. Porém em meio à batalha Charley acaba conhecendo Sue Barlow (Annette Bening), uma mulher que conquista seu coração.

Meu comentário

Pacto de Justiça (Open Range) é o terceiro trabalho de Costner como diretor. Sua primeira experiência foi em 1990 com Dança com Lobos (Dances with Wolves), que lhe trouxe o Oscar® de Melhor Direção. Assumindo três funções no filme, como ele mesmo diz: "Acabou sendo assim. Encontrei o roteiro e o desenvolvi e tive tanta afinidade com o material que os momentos lá narrados se tornaram muito importantes para mim - ficaram retidos em minha mente. Eu nunca pensei em mim só como ator."
Rodado em amplas e épicas pradarias, Pacto de Justiça (Open Range) tem todos os elementos de um faroeste clássico. Revela um lado único da história americana, o fim de uma era, na qual a terra não tinha dono. A cultura dos caubóis conhecida como "vaqueiros itinerantes" surgiu - como acontece com Charley, Boss, Mose e Button - que vagavam pelos campos com seu rebanho e viviam da terra. Em Pacto de Justiça (Open Range), um rancheiro cruel e perverso (Michael Gambon) controla a cidade de Harmonville, fazendo as leis e aplicando-as através da força e do medo. Os quatro homens precisam se unir para combater a injustiça.
Mas aqui, a visão romântica de um caubói forte e calado, com apenas uma camisa nas costas e as ferraduras do cavalo, é vista mais profundamente através da câmera de Costner.
"Em todos os faroestes há personagens enigmáticos; não se sabe como chegaram e porque estão naquela situação. Seus únicos pertences estão no próprio cavalo", diz Costner. "É uma visão extremamente romântica, mas se você pensar um pouco mais, irá se perguntar: o que eles faziam quando chovia? E quando a comida acabava? Eles precisavam de suprimentos, tinham que ser muito desembaraçados. Nós temos esta visão romântica do oeste quando, na verdade, era extremamente difícil."
O escritor e produtor executivo Craig Storper considera o gênero faroeste uma das formas artísticas dos índios americanos e destaca que Pacto de Justiça (Open Range) adere aos temas clássicos do gênero, tais como liberdade, justiça, honra, amor e amizade. Mas, tanto o diretor quanto o escritor quiseram ir mais além do que a maioria dos faroestes normalmente vai e criar vozes autênticas do passado. Para isto, foi preciso inserir na história um aspecto emocional e personagens que deixassem para trás clichês e estereótipos freqüentemente associados ao gênero.
"A vida emocional dos personagens e o modo como resistem em dividir seu passado uns com os outros, é inesperadamente complexa, assim que se transpõe a parede que ergueram para se proteger", diz Storper. "Somente a circunstância desfavorável em que eles se encontram é que os força a revelar coisas que de outra forma permaneceriam enterradas e que em última análise os leva a uma transformação."
Kevin Costner enfatiza o uso da linguagem para transmitir a complexidade dos relacionamentos entre os homens: "Nós confiamos na linguagem que criamos para mostrar como homens se relacionam entre si e como lidam com seus problemas", explica. "E isso tem a ver com mulheres, como falamos com elas, como as tratamos e como elas nos confundem."
Annette Bening concorda: "Quando li o roteiro, gostei porque havia um sentido clássico, porém com uma sensibilidade diferente. Há uma sensibilidade mais forte com relação ao modo como os homens convivem uns com os outros. Existe uma intimidade entre eles, que está lindamente descrita e é muito comovente ver como suas vulnerabilidades são interpretadas."
Storper escreveu Pacto de Justiça (Open Range) há quatro anos e meio, depois de adquirir os direitos do livro "The Open Range Men", do escritor Lauran Paine. Storper nunca falou ao autor sobre seus esforços para realizar o projeto devido à natureza volátil de Hollywood, preferindo esperar até que a produção fosse uma realidade. "Lauran tinha cerca de 80 anos e não parecia justo enchê-lo de esperanças sempre que surgisse alguém interessado", explica Storper. Então, em dezembro de 2001, Storper recebeu um bilhete da esposa de Paine dizendo que o autor havia falecido. Quando finalmente a realização do filme tornou-se algo concreto, Storper telefonou para ela e lhe contou. "No momento em que disse a ela que Kevin ia estrelar o filme ela se emocionou", recorda Storper. "Começou a chorar e então eu soube que havia ligado no dia do aniversário dela. Ter conseguido dizer a alguém, cujo marido morrera e que sempre quisera ver o filme baseado em sua obra, que Robert Duvall estrelaria, que Kevin Costner estrelaria, que Annette Bening estrelaria, foi algo maravilhoso."
Foi obra do destino ter a opção do material, considerando a resistência da moderna Hollywood em relação ao gênero. "O último faroeste bem-sucedido foi Os Imperdoáveis (Unforgiven)", diz Storper, "e foi há 10 ou 12 anos. Então, tentar fazer um filme como este é como empurrar uma pedra para o topo da colina de Hollywood, e você precisa de muita força para empurrar a pedra. Porém, como contador de histórias, é preciso acreditar que uma boa história encontrará seu modo de ser contada."
Costner acabou sendo essa força. Ele conhecera Storper através de seus agentes, e logo encontraram pontos em comum, principalmente o amor por todas as coisas do Oeste - um amor, afirma Costner, "que a maioria dos americanos tem, embora Hollywood freqüentemente tenha desapontado no que se refere a esta parte da história americana."
"Acho que a maior parte das pessoas sabe que tenho uma afinidade com o Oeste", diz Costner, que, além de Dança com Lobos (Dance With Wolves), estrelou os faroestes Silverado (Silverado) e Wyatt Earp (Wyatt Earp), "mas, freqüentemente, fico surpreso quando as pessoas dizem que adoram faroeste, porque o número de faroestes que se pode listar entre grandes filmes não é muito grande. São 'chapéus pretos contra chapéus brancos e nem um pouco atraentes. Mas fazem parte de nossa herança. As pessoas têm amor por eles."
Costner contatou o produtor de Os Imperdoáveis (Unforgiven), David Valdes, em janeiro de 2002 e, depois de várias discussões, tomaram a decisão de seguir o caminho da produção independente. A companhia Cobalt Media Group, baseada em Londres, entrou para o projeto como agente internacional de vendas e a Walt Disney Company adquiriu os direitos da distribuição na América do Norte.

Minha Nota 8,5

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