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Nome
Fernanda Montenegro
Nome de
Registro
Arlette Pinheiro Esteves da Silva
Data de
Nascimento
16/10/1929
Idade
82 anos e 5 meses
Local de
Nascimento
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Biografia
Iniciou sua
carreira no ano de 1950, na
peça "Alegres Canções nas Montanhas", ao lado daquele que seria
seu marido por toda a vida,Fernando Torres.
Sua estreia em
cinema se dá na produção de 1964 para a Tragédia Carioca de Nelson Rodrigues, A Falecida, sob
direção de Leon Hirszman.
Além de ter
sido cinco vezes galardoada com o Prêmio
Molière, ter recebido três vezes o Prêmio
Governador do Estado de São Paulo e
de inúmeros outros prêmios em teatro e cinema, ganhou ainda o Urso de Prata de melhor atriz e concorreu ao Óscar de melhor atriz em 1999 e ao Globo de Ouro de Melhor atriz em filme dramático pelo filme Central do Brasil de Walter Salles. Recebeu também
vários prêmios da crítica americana, no mesmo ano (Los Angeles Film Critics
Award, National Board of Review Award).
Em televisão participou de centenas de
teleteatros na extinta TV
Tupi, que na direção revezavam-se Fernando
Torres (ator), Sérgio Britto
e Flávio Rangel. ,
telenovelas na extinta TV
Excelsior e na TV Rio e na Rede Record e dezenas de produções na Rede Globo.
Tem dois
filhos: a atriz Fernanda
Torres e o diretor Cláudio Torres, um dos sócios da Conspiração Filmes, produtora de publicidade
e cinema.
Torres é seu sobrenome de casada, apesar de ser
viúva. Quando solteira possuía Silva ao invés de Torres.
Infância, juventude e formação
Seu nascimento foi perto do bairro de Cascadura, subúrbio do Rio. Era filha de uma dona de casa
(filha de sardos da localidade de Bonarcado) e de um operário, com
estudos de mecânica. Fernanda cresceu neste ambiente, frequentando colégios
públicos locais e o sítio dos seus avós em Jacarepaguá.
Com doze anos de idade, conclui seu
primário e dedica-se a formação para o trabalho, matriculando-se no curso
de secretariado Berlitz, que compreendia inglês, francês, português, estenografia e datilografia. Frequentava ainda
o "curso de madureza" (espécie de supletivo) à noite, conseguindo
concluir o equivalente ao ginasial em dois anos.
Aos quinze anos, porém, Fernanda, ainda
no terceiro ano do curso de secretariado, inscreveu-se num concurso como
locutora na Rádio MEC, fator
que foi decisivo para a sua carreira. O concurso, chamado "Teatro da
Mocidade", era voltado a despertar jovens talentos para o radialismo.
Localizada na Praça da República (Campo
de Santana), a Rádio MEC fica ao lado da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, na qual funcionava um grupo
de teatro amador dos alunos da faculdade, coordenado pelo professor Adauto
Filho. Ligada a Magalhães
Graça e Valquíria Brangatz
(também chamada artisticamente de "Neli Rodrigues"), alunos da
Faculdade e colegas na Rádio, Fernanda passa a integrar o grupo de teatro,
ao participar da peça "Nuestra Natascha", de Cassona. Posteriormente,
foi levada pelo professor Adauto para participar de atividades no Teatro
Ginástico.
Seu primeiro papel como radio-atriz foi
numa obra de Cláudio Fornari, que, na época, era um autor muito importante,
chamada "Sinhá Moça Chorou", na qual fez o papel da Manuela, que
era uma jovem - o segundo papel feminino - que se apaixonou pelo Garibaldi.
E aí foi dada a partida.
Fernanda permaneceu na Rádio por dez
anos, inicialmente como locutora e depois como atriz. Foi lá que Fernanda,
ao começar a escrever, adotou o pseudônimo "Fernanda Montenegro".
Paralelamente, a atriz passou a lecionar
português para estrangeiros no Berlitz, curso que havia frequentado por
quatro anos. Era a forma de obter alguma remuneração, já que o trabalho na
Rádio nem sempre era remunerado.
Vida profissional
Foi a primeira atriz contratada pela
recém-criada TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951. Na
emissora, entre 1951 e 1953, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos
programas Retrospectiva do
Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro
Brasileiro. Sob a direção de Jacy Campos, Chianca de Garcia e Olavo de Barros, atuou ao lado
de Paulo Porto, Heloísa Helena, Grande Otelo, Fregolente e Colé. Participou também de
programas policiais escritos por Jacy Campos e Amaral Neto.
No teatro, Fernanda Montenegro ganhou o
prêmio de atriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em
1952, por seu trabalho nas peças Está
lá fora um inspetor, de J.B.
Priestley, e Loucuras do
Imperador, de Paulo Magalhães. Ainda na década de 1950, fez parte da
Companhia Maria Della Costa e do Teatro
Brasileiro de Comédia (TBC).
Entre 1953 e 1955, a atriz participou de
diversos teleteatros na TV
Tupi de São Paulo, apresentados no Grande Teatro Tupi. De
volta à Tupi carioca, atuou em mais de 160 peças apresentadas naquele
programa de 1956 a 1965. Em 1959 formou sua própria companhia teatral, a
Companhia dos Sete, com Sérgio
Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli,
Alfredo Souto de Almeida e Fernando
Torres (ator). A atriz é considerada uma das grandes damas do teatro
brasileiro, tendo recebido diversos prêmios ao longo da carreira, por
espetáculos como A
Moratória (1955), de Jorge Andrade; Nossa Vida com Papai (1956); Vestir os Nus (1958); O Mambembe (1959), com direção de Gianni Ratto; Mary, Mary (1963), dirigido por Adolfo Celi; Mirandolina (1964), de Carlo Goldoni; A mulher de todos nós (1966), dirigida pelo marido, Fernando Torres (ator); As lágrimas amargas de Petra
von Kant (1982); Dona Doida, Um Interlúdio (1987), entre muitas outras peças.
Em 1963, contratada pela TV Rio, atuou nas novelas Pouco Amor Não É Amor e A Morta Sem Espelho, ambas
de Nélson Rodrigues, com
direção de Fernando Torres
(ator) e Sérgio Britto, respectivamente. Em
1964, fez mais duas novelas dirigidas por Sérgio
Britto: Vitória e Sonho de Amor, esta última uma
adaptação feita por Nélson
Rodrigues do romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, produzida pela TV Rio e exibida também em São Paulo pela TV Record.
Em 1965, na recém-criada TV Globo, Fernanda Montenegro
participou do programa 4
no Teatro, que apresentou uma série de teleteatros sob a direção de Sérgio Britto. Em sua estreia na
emissora, a atriz atuou nas peças Massacre,
de Emanuel Robles, e As
três faces de Eva, de Janete
Clair.
No ano seguinte, na TV Tupi, interpretou
a personagem Amália, na novela Calúnia,
de Talma de Oliveira. Em 1967, estreou na TV
Excelsior como Lisa, em Redenção, novela de
Raimundo Lopes. Dirigida por Reynaldo Boury e Waldemar de Moraes, Redenção
foi um grande sucesso, atingindo 596 capítulos e se tornando um marco na
história das telenovelas brasileiras.
Ainda na TV Excelsior, em 1968, Fernanda Montenegro viveu a
Cândida em A muralha,
adaptação de Ivani Ribeiro da obra de Dinah Silveira de Queiroz. Com
direção de Sérgio Britto e Gonzaga Blota, a novela foi
considerada uma superprodução em sua época. Na mesma emissora, em 1969, a atriz viveu a personagem
Júlia Camargo, de Sangue
do meu Sangue, escrita por Vicente
Sesso, novamente dirigida por Sérgio
Britto, com elenco composto por Francisco
Cuoco, Cláudio Correa e Castro, Nicete Bruno e Tônia Carrero.
Fernanda Montenegro deixou a falida TV Excelsior em 1970 e manteve-se afastada da televisão
durante nove anos, intervalo quebrado apenas pela realização de dois
trabalhos: o teleteatro A
Cotovia, de Jean Anouilh,
para a TV Tupi, em 1971, e um Caso Especial da TV Globo, em 1973. Este Caso Especial estrelado pela atriz era uma
adaptação da tragédia Medeia, de Eurípedes,
feita por Oduvaldo Viana
Filho. Levado ao ar no mesmo dia e horário da estreia do Programa do Chacrinha, na TV Tupi, o especial da TV Globo surpreendeu conseguindo 20 pontos
de vantagem sobre o concorrente, segundo as pesquisas do Ibope.
Ainda na década de 1970, a atriz integrou
o elenco da novela Cara a
Cara (1979), de Vicente Sesso, na TV Bandeirantes. Na trama, dirigida
por Jardel Mello e Arlindo Barreto, a atriz viveu a
personagem Ingrid Von Herbert, egressa de um campo de concentração nazista.
Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em Baila comigo, de Manoel Carlos. Sua personagem,
Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para a atriz, que foi
dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan. No mesmo ano,
viveu a milionária Chica Newman de Brilhante,
novela de Gilberto Braga. Na
trama, Luísa (Vera Fischer) é escolhida por Chica Newman para se casar com
seu filho Ignácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. Mas a moça acaba se
envolvendo com Paulo César (Tarcísio Meira), homem de origem humilde,
casado com Isabel (Renée de Vielmond), filha de Chica.
Em 1983, Fernanda Montenegro protagonizou
cenas hilariantes ao lado de Paulo
Autran, como os primos Charlô e Otávio de Guerra
dos Sexos, novela escrita por Sílvio
de Abreu e dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes. Obrigados a conviver
na mesma casa e na mesma empresa devido ao testamento de um tio, os dois
empreendiam "batalhas" diárias, numa verdadeira guerra. A censura
impôs mudanças em personagens, diálogos e cenas. Ainda assim, a novela foi
um sucesso e recebeu diversos prêmios da Associação
Paulista de Críticos de Arte, entre eles o de melhor atriz para Fernanda
Montenegro.
Em 1986, a atriz participou de Cambalacho, outra comédia
de Silvio de Abreu, dirigida
por Jorge Fernando. Como o
título sugere, o ponto de partida da trama eram os trambiques armados por
Leonarda Furtado, a "Naná", personagem de Fernanda Montenegro, e
Jerônimo Machado, o "Gegê", interpretado por Gianfrancesco Guarnieri.
Quatro anos depois, Fernanda Montenegro
fez uma participação especial, no papel de Salomé, em Rainha da Sucata, novela de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Ainda em 1990, interpretou a Vó Manuela na
minissérie Riacho Doce,
de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn. A minissérie
se passa em uma cidade do nordeste liderada por Vó Manuela, uma mulher
mística e poderosa que exerce total domínio sobre seu neto Nô (Carlos
Alberto Riccelli).
Em 1991, na novela O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, Fernanda
Montenegro foi Olga Portela, uma requintada cafetina que, apesar de
picareta, conquistou a simpatia do público. Dois anos depois, apresentou
uma atuação marcante como Jacutinga, a dona de um bordel no interior da Bahia, na primeira fase da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. Ainda em 1993, participou – como Madalena
Moraes – da novela O mapa da
mina, a última de Cassiano
Gabus Mendes.
Em 1994, como Quitéria Campolargo, a
atriz integrou o elenco estelar de Incidente
em Antares, que reuniu nomes como Marília
Pêra, Regina Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Flávio Migliaccio, Betty Faria e Diogo Vilela. A minissérie era uma
adaptação de Nelson Nadotti e Charles Peixoto do livro homônimo de Érico Veríssimo.
Em seguida, em 1997, Fernanda Montenegro
viveu o papel-título de Zazá,
novela de Lauro César Muniz.
Sua personagem é uma mulher idealista, que tenta buscar uma solução para a
vida medíocre dos sete filhos, ao mesmo tempo em que enfrenta várias
adversidades para fazer seu projeto de avião atômico – o BR-15 – sair do
papel, e provar que não é louca quando afirma ser filha de Santos Dumont.
Em 1999, por sua atuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles, foi a primeira
artista brasileira a ser indicada para o Óscar de melhor atriz. Um ano antes,
ainda por sua atuação naquele filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim.
Ainda em 1999, a atriz fez o papel de Nossa Senhora na minissérie O Auto da Compadecida,
adaptação da premiada peça de Ariano
Suassuna feita por Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e transformada em
filme no ano seguinte. Em 2001,
viveu a Lulu de Luxemburgo de As
filhas da mãe, de Silvio de
Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil.
Fernanda Montenegro participou da
primeira fase de Esperança (2002), novela de Benedito Ruy Barbosa, em que fez o
papel da italiana Luiza, a avó da protagonista Maria, interpretada por Priscila Fantin. Em 2005, na
premiada minissérie Hoje É
Dia de Maria, dirigida por Luiz
Fernando Carvalho, a atriz interpretou a madrasta, voltando a atuar na
segunda jornada da série como Dona Cabeça, narradora da trama. Em 2006,
brilhou na novela Belíssima como a vilã Bia Falcão, matriarca
da família Assumpção. A trama de Sílvio
de Abreu prendeu a atenção
dos telespectadores até o último capítulo, quando a personagem de Fernanda
Montenegro, em vez de receber a esperada punição, terminou numa suíte em Paris ao lado do jovem Matheus (Cauã
Reymond). Um de seus mais recentes trabalhos na TV Globo foi a minissérie Queridos amigos (2008), de Maria Adelaide Amaral, como
intérprete de Iraci.
Ao longo de sua trajetória profissional,
Fernanda Montenegro recebeu prêmios importantes por seus trabalhos tanto no
teatro quanto no cinema. Em 1985, foi convidada pelo então presidente José Sarney para ocupar o Ministério da Cultura, mas
recusou. Em 1999, foi condecorada com a maior comenda que um brasileiro
pode receber do presidente da República, a Ordem Nacional do Mérito
Grã-Cruz, "pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas
brasileiras". Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, comemorou os 50
anos de carreira da atriz. Em 2004, aos 75 anos, recebeu o prêmio de Melhor
Atriz no Festival de Tribeca, em Nova
Iorque.
Entre os filmes em que atuou no cinema
estão A Falecida (1964) e Eles Não Usam Black-Tie (1980), ambos de Leon Hirszman. E, mais
recentemente, Olga, de Jayme Monjardim, onde interpretou
Leocádia Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos Prestes; Redentor (2004), dirigido por seu filho, Cláudio Torres; Casa de Areia (2005), filme dirigido pelo genro Andrucha
Waddington, marido de sua filha, a atriz Fernanda
Torres; e Love in the Time
of Cholera (br: O Amor nos Tempos do Cólera),
de Mike Newell, lançado em
2007, onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do personagem do ator
espanhol Javier Bardem.
Recentemente, viveu a protagonista Bete em Passione, de Sílvio de Abreu.
Carreira – Teatro:
Em mais de cinquenta anos de carreira,
participou de dezenas de espetáculos teatrais, interpretando de tudo: da
clássica tragédia grega à comédia de boulevard,
do musical brasileiro a espetáculos de vanguarda.
Sempre ao lado de grandes nomes, do elenco à direção. A seguir, alguns de
seus grandes sucessos:
·
1954 - O
Canto da Cotovia, de Jean
Anouilh - direção de Gianni Ratto
·
1955 - Com
a Pulga Atrás da Orelha, de Georges
Feydeau - direção de Gianni Ratto
·
1955 - A
Moratória, de Jorge de Andrade - direção de Gianni Ratto
·
1956 - Eurídice,
de Jean Anouilh - direção de Gianni Ratto
·
1958 - Vestir
os Nus, de Luigi
Pirandello - direção de Alberto d'Aversa
·
1959 - O
Mambembe, de Arthur
Azevedo e José Piza. direção de Gianni Ratto
·
1960 - A
Profissão da Sra. Warren, de Bernard
Shaw - direção de Gianni Ratto
·
1960 - Com
a Pulga Atrás da Orelha, de Georges
Feydeau - direção de Gianni Ratto
·
1961 - O
Beijo no Asfalto, de Nelson
Rodrigues - direção de Fernando Torres (ator)
·
1963 - Mary,
Mary, de Jean Kerr - direção de Adolfo Celi
·
1966 - O
Homem do Princípio ao Fim, de Millôr
Fernandes - direção de Fernando Torres (ator)
·
1967 - A
Volta ao Lar, de Harold
Pinter - direção de Fernando Torres (ator)
·
1970 - Oh!
Que Belos Dias, de Samuel
Beckett - direção de Ivan de Albuquerque
·
1971 - Computa,
Computador, Computa, de Millôr
Fernandes - direção de Carlos Kroeber
·
1972 - Seria
Cômico... Se Não Fosse Trágico, de Friedrich
Dürrenmatt - direção de Celso Nunes
·
1976 - A
Mais Sólida Mansão
·
1977 - É...,
de Millôr Fernandes - direção de Paulo José
·
1982 - As
Lágrimas Amargas de Petra von Kant, de Rainer Werner Fassbinder - direção de Celso Nunes
·
1986 - Fedra,
de Racine - direção de Augusto Boal
·
1987 - Dona
Doida, a partir de escritos da poeta mineira Adélia Prado - direção de Naum Alves de Souza
·
1993 - The Flash and Crash Days,
de Gerald Thomas - direção de Gerald Thomas
·
1995/96 - Dias Felizes, de Samuel Beckett - direção de Jacqueline Laurence
·
1998 - Da
Gaivota, a partir da peça A Gaivota, de Anton Tchekhov - direção de Daniela Thomas
·
2010 - Viver
Sem Tempos Mortos, cuja participação lhe rendeu o prêmio de melhor
atriz na 22ª edição do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo
Carreira – Cinema:
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Ano
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Título
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Papel
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Prêmios e Indicações
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1965
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A Falecida
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Zulmira
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1970
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Em Família
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Anita
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Pecado Mortal
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Fernanda
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|
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Minha Namorada
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1971
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A Vida de Jesus Cristo
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Samaritana
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1976
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Marília e Marina
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1978
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Tudo Bem
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Elvira Barata
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1981
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Eles não usam black-tie
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Romana
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1985
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A Hora da Estrela
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Madame Carlota
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1986
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Trancado por Dentro
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Ivette
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1988
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Fogo e Paixão
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Rainha do castelo
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1994
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Veja esta canção
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1997
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O que é isso, companheiro?
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Dona Margarida
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1998
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Central do Brasil
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Dora
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Nomeações
Óscar de Melhor Atriz
Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramatica
Satellite Awards de Melhor Atriz - Drama
Chlotrudis Awards de Melhor Atriz Principal
BAFTA de Melhor Atriz Principal
Vitorias
David di Donatello de Melhor Atriz Estrangeira
Urso de Prata de Melhor Atriz Principal
National Board of Review - Melhor Atriz Principal
Festival de Havana de Melhor Atriz Principal
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Traição
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Mulher no bar
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1999
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Gêmeas
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Mãe
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2000
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O Auto da Compadecida
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Virgem Maria
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2004
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O outro lado da rua
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Regina
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Olga
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Leocádia Prestes
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Redentor
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Dona Isaura
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2005
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Casa de Areia
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D. Maria/Áurea
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2007
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Love in
the Time of Cholera
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Tránsito Ariza
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Carreira –
Televisão:
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Ano
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Título
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Papel
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1966
|
Redenção
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Lisa
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1968
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A Muralha
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Mãe Cândida Olinto
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1973
|
Medeia
|
Medeia
|
|
1979
|
Cara a Cara
|
Ingrid
|
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1981
|
Brilhante
|
Chica Newman
|
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Baila Comigo
|
Sílvia Toledo
|
|
1983
|
Guerra dos Sexos
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Charlotte de Alcântara Pereira Barreto
(Charlô)/Altamiranda
|
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1986
|
Cambalacho
|
Naná (Leonarda Furtado)
|
|
1987
|
Sassaricando
|
Ela mesma/Dona Doida
|
|
1990
|
Riacho Doce
|
Vó Manuela
|
|
Rainha da Sucata
|
Salomé Szimanski
|
|
1991
|
O Dono do Mundo
|
Olga Portela
|
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1993
|
Renascer
|
Jacutinga
|
|
O Mapa da Mina
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Madalena Morais
|
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1994
|
Incidente em Antares
|
Quitéria Campolargo
|
|
1995
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A Comédia da Vida Privada
(A Casa dos Trinta)
|
Tia Otávia
|
|
1996
|
A Comédia da Vida Privada
(As Idades do Amor)
|
Dora
|
|
1997
|
Zazá
|
Zazá (Marisa Dumont)
|
|
1999
|
O Belo e as Feras
|
Clotilde
|
|
O Auto da Compadecida
|
Compadecida
|
|
Terra Nostra
|
Calamity Jane
|
|
2001
|
As Filhas da Mãe
|
Lulu de Luxemburgo
|
|
2002
|
Pastores da Noite
|
Tibéria
|
|
Esperança
|
Luisa
|
|
2004
|
Um Só Coração
|
ela mesma
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|
2005
|
Belíssima
|
Beatriz Falcão (Bia Falcão)
|
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Hoje É Dia de Maria
|
Madrasta
|
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Hoje É Dia de Maria 2
|
Dona Cabeça
|
|
2008
|
Queridos Amigos
|
Iraci Guimarães Moutinho
|
|
O Natal do Menino Imperador
|
Narradora
|
|
2009
|
Som & Fúria
|
ela mesma
|
|
2010 /
2011
|
Passione
|
Elizabete "Bete" Monteiro Gouveia
|
|
2012
|
As Brasileiras
(Maria do Brasil)
|
Maria
|
x
|
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