O livro mais vendido do mundo também
tem uma adaptação. Le Petit Prince ou O Pequeno Príncipe é
um clássico baseado no livro do escritor francês Antoine de
Saint-Exupéry (29-06-1900 * 31-07-1944). O livro foi publicado no
ano de 1943 nos EUA e sua adaptação é do ano de 1974.
O filme, assim como o livro, apesar de
classificado como infantil tem um teor poético e filosófico. A trama
centra na viagem do principezinho (Steven Warner) a terra, em
busca de conhecimento para cultivar melhor a sua rosa, deixada no seu
pequeno planeta. Ao chegar a terra, no deserto do Saara, o pequenino encontra
um piloto (Richard Kiley) perdido e juntos eles compartilham
diversas experiências, como aprender com uma raposa (Gene Wilder)
e cuidar da sua rosa. Ao contrário do que se pensa, a ‘criança’ vai
ensinar ao adulto muitas coisas que ele tinha esquecido.
Filosófico o bastante para deixar
alguns sem entender e assim fazer com que não gostem do filme. O
principezinho com sua “ignorância” nos faz refletir muito sobre a vida e
o que nos cativa. O filme é tão lindo quanto o livro, contudo um pouco
menos profundo, o livro nos faz refletir mais. Porém, isso não deixa o
filme para trás, um clássico tocante que me fez querer rever o desenho
que via quando era criança (Na década de 80 foi lançada uma série de
desenhos animados chamada As Aventuras do Pequeno Príncipe).
Quase genial adaptação do livro. Quase,
porque se enrola em alguns números musicais desnecessários, que
infelizmente são vários. De qualquer maneira, o filme triunfa nas partes
da adaptação em que acerta. É ousada a maneira como mistura animação e
imagens reais (principalmente pela época), e o ótimo uso de lentes quando
o PequenoPríncipe visita outros planetas. Também é bacana que o
melancólico final tenha sido mantido, e é só a última canção que envolve
o que acontece que realmente funciona.
A direção de arte do filme é um
espetáculo a parte, assim como os figurinos. A fotografia é boa, mas
podia ser melhor. O destaque acaba sendo o pequeno ator mirim Steven
Warner numa performance surpreendente. Reparem seu talento no monólogo
sobre a importância das ovelhas e flores. E, claro, Gene Wilder, que
com seu talento e olhar de bondade infinita transforma a Rapossa no melhor
trecho da história.
Nota
9,4
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