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Uma visão espírita do filme:
Shirley Temple, a mais famosa menina prodígio
de Hollywood, sensação dos anos 30 e 40, brilha também neste filme
infantil, no papel da encantadora e corajosa Mityl. Sempre ao lado de seu
irmãozinho Tyltyl (Johnny Russell), ela comanda as sucessivas aventuras que
se desenvolvem, na maior parte, no mundo dos sonhos.
Embora com roupagem fantasiosa, O Pássaro Azul
transmite grandiosas lições morais e descortina o Mundo dos Espíritos, em
muitos aspectos, com fidelidade.
A procura do pássaro azul, símbolo da
felicidade, se desdobra em várias etapas ou aventuras, sob a orientação e
proteção de um bela jovem, Espírito iluminado, chamada Luz. Com a porta de
entrada (simbólica) pelo cemitério, a busca se inicia no Passado ou na
Terra da Lembrança, onde as crianças reencontram seus avós, já
desencarnados, residindo numa casa confortável e alegre do Plano
Espiritual. A avó, respondendo a uma pergunta da netinha, se estavam
mortos, disse-lhe: “só morremos quando somos esquecidos na Terra.”
Crítica e Informações sobre o
filme:
O filme O Pássaro Azul, dirigido por Walter
Lang, é um clássico em Technicolor para crianças, mas que também emociona
os pais. O típico filme da Sessão da Tarde que costuma reunir a família
toda em frente à Tv.
O longa-metragem, que foi
baseado numa peça de Maurice Maeterlinck, escrita em 1908, ainda hoje consegue
êxito ao contar a história da menina Myltyl Tyl (Shirley Temple) e sua
busca pelo Pássaro Azul da Felicidade.
Embora O Pássaro Azul não tenha alcançado um
sucesso financeiro na época do seu lançamento e tenha sido citado por
muitos críticos da como uma cópia barata de O Mágico de Oz, acredito que
esta obra foi meio injustiçada ao longo dos anos e poderia ser vista como
muito mais do que uma resposta da Fox ao Leão da MGM. Walter Lang consegue
conservar a ingenuidade e fantasia necessárias para agradar as crianças e a
fotografia e os Efeitos Visuais são um prato cheio para os adultos que
gostam do gênero.
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